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Moscovici garante que não favorecerá a França na questão do défice

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Moscovici garante que não favorecerá a França na questão do défice

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O francês Pierre Moscovici assegurou que aplicará as regras europeias a todos os 28 países, grandes ou pequenos, incluindo a obrigação de manter o défice abaixo dos 3%.

Na audição no Parlamento Europeu, o comissário designado para os assuntos económicos e financeiros prometeu imparcialidade.

“Terei como bússola algo muito simples e claro: as regras, apenas as regras. Se um país, qualquer que seja, não cumprir as obrigações previstas nos tratados terá de enfrentar um processo por infração. Se for esse o caso da França, vou conduzir o processo sem falhas”, disse o candidato.

Moscovici foi um dos ministros das Finanças no atual governo socialista, sendo que a França vai voltar falhar as metas do défice impostas por Bruxelas.

A eurodeputada de direita, Kay Swinburne, questiona a competência do candidato, alegando que “o currículo dele dá a entender que tem muitos conhecimentos sobre os temas mas, na verdade, deu poucas respostas. Houve alguém me entregou uma folha de papel em branco e disse que era a conclusão que tirava do que tinha sido respondido na audição”.

A pasta dos assuntos económicos e financeiros será supervisionada por dois vice-presidentes da futura comissão, numa divisão de competências ainda pouco clara, segundo um eurodeputado do centro-direita.

Alain Lamassoure disse que “Moscovici parece ser uma espécie de ministro-delegado de um vice-presidente, que é mais importante do que ele. Em parte concordou com essa avaliação, mas noutra parte discordou. Também não percebemos bem como será”.

Moscovici afirmou que tenciona criar instrumentos para financiar
investimentos públicos, de modo a impulsionar o crescimento e o emprego na União Europeia.