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Exercício Anaconda da NATO treina resposta a "infiltrados" russos

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Exercício Anaconda da NATO treina resposta a "infiltrados" russos

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A infiltração no conflito na Ucrânia de soldados russos que se disfarçam de comandos independentes levou a NATO a preparar-se para esse tipo de ofensiva. Novas estratégias foram testadas no exercício militar Anaconda deste ano, no norte da Polónia.

O comandante operacional, Marek Tomaszycki, explicou à euronews que “não cabe apenas ao exército lutar contra elementos subversivos e terroristas. Em primeiro lugar, devem atuar os guardas fronteiriços e a polícia, nomeadamente unidades especiais. Mas os nossos países estão a atualizar a base jurídica para melhor combater esses infiltrados vestidos de verde”.

Na fronteira polaco-russa juntaram-se, entre quarta e sexta-feira, 12500 soldados de sete países europeus e, ainda, do Canadá e dos Estados Unidos.

O líder do contingente alemão, Hans-Lothar Domröse, frisou que “usamos uniformes regulamentados com a nossa insígnia, sejam insígnias polacas, americanas ou alemãs. Não nos escondemos, somos soldados sérios. Não ameaçamos, só protegemos”.

Este exercício acontece desde 2006, mas ganhou outra importância no atual braço-de-ferro com a Rússia por causa da crise ucraniana.

A NATO ganhou novo fôlego operacional como ficou patente na cimeira da organização realizada há cerca de um mês, recorda o líder do contingente norte-americano.

“Na reunião no País de Gales ficou clara a determinação da Aliança em garantir aos seus membros que pode travar a agressão russa. A Aliança está agora mais empenhada na defesa colectiva, como consta do artigo cinco, face ao que tem estado nos últimos tempos”, disse Frederick Hodges.

O enviado da euronews, Andrei Beketov, refere que “neste exercício, a contra-ofensiva foi bem sucedida, ao fazer recuar o agressor e tendo os invasores sido capturados. As forças defensivas demonstraram elevada prontidão para um conflito tradicional, mas sabem que poderão ter de enfrentar algo bem mais imprevisível”.