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Turquia trava curdos que querem ir defender Kobani e Erdogan responde a Biden

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Turquia trava curdos que querem ir defender Kobani e Erdogan responde a Biden

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O Governo da Turquia prometeu “fazer tudo” o que puder para evitar que a cidade síria de Kobani caia nas mãos dos radicais do grupo “Estado Islâmico”. Mas este sábado, o exército turco recorreu a canhões de água e gás lacrimogéneo para impedir a passagem da fronteira a curdos, que querem juntar-se à defesa da estratégica cidade fronteiriça, no norte da Síria.

O presidente turco respondeu entretanto a Joe Biden. Recep Tayyip Erdogan afirma que, “até agora, 6000 pessoas foram proibidas de entrar na Turquia e 1000 foram deportadas”, lamentando os comentários do vice-presidente norte-americano.

Quinta-feira, na Universidade de Harvard, Biden afirmou que Ancara e o outros parceiros no Golfo Pérsico “gastaram milhões de dólares” e forneceram “toneladas de armas a qualquer um que combatesse Assad”, mas quem recebeu o apoio foi “a Frente Al-Nusra, a Al-Qaeda e os elementos extremistas da jihad”, responsabilizando a Turquia e outros aliados pela ascensão do grupo “Estado Islâmico”.

Junto à fronteira, os refugiados expressam o desejo de “regressar a Kobani”, às suas “terras”. Pedem a “Deus” para os proteger do conflito. Afirmam que não querem “mais nada, apenas regressar a casa”.

Segundo as estimativas, cerca de 180 mil pessoas atravessaram a fronteira para a Turquia só para escapar aos combates em torno de Kobani. É tão perto e ao mesmo tempo tão longe de casa que muitos muçulmanos começaram a celebrar, este sábado, o Eid al-Adha, a Festa do Sacrifício, que coincide com o fim da peregrinação a Meca.