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Fórmula 1: Bianchi em risco de ficar vegetativo porque... teve azar

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Fórmula 1: Bianchi em risco de ficar vegetativo porque... teve azar

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Azar, é a explicação dos responsáveis do circuito de Suzuka para o grave acidente sofrido no domingo por Jules Bianchi, no Grande Prémio do Japão, de Fórmula 1. De acordo com um comunicado da sua equipa, a escuderia Marussia, o piloto francês de 25 anos sofreu uma “lesão axonal difusa” e está a lutar pela vida, correndo o risco de poder ficar em estado vegetaivo.


Dois dias depois do dilúvio que se abateu sobre a corrida de Suzuka, o local do acidente estava ensolarado. Um contraste face aquela que é apontada por muitos como a causa mais provável para o acidente de Bianchi: o estado alagado da pista devido à chuva intensa que se abateu domingo sobre Suzuka. Os responsáveis pelo circuito preferem falar de falta de sorte.

“Os responsáveis levantaram a ‘dupla bandeira amarela’ após o acidente de (Adrian) Sutil, o que significa que os pilotos deveriam ter reduzido para uma velocidade em que pudessem travar de imediato se necessário. Infelizmente, o carro do Bianchi aquaplanou naquele momento e despistou-se no local do acidente (de Sutil). Ele teve azar”, afirmou Masamichi Miyazaki, o responsável pelas Relações Públicas do circuito japonês de Suzuka. Na altura do acidente há, contudo, uma bandeira verde levantada numa torre próxima ao local do acidente.

O presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Jean Todt, pediu entretanto ao diretor da corrida, Charlie Whiting, um relatório detalhado sobre as precisas circunstâncias que rodearam o violente choque do piloto da Marussia com a traseira do trator que retirava de pista o Sauber do alemão Adrian Sutil, à 43.a volta do GP do Japão.

Operado à cabeça horas depois do acidente, Jules Bianchi mantém-se “em estado crítico, mas estável” no Hospital de Mie, em Yokkaichi, próximo de Suzuka. De acordo com um comunicado emitido pela Marussia, o piloto sofreu uma “lesão axonal difusa” (Difuse Axonal Injury: DAI) no cérebro, o que, de acordo com alguns estudos, pode deixar em em estado vegetativo mais de 90 por centos das pessoas afetadas.