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"Guerra" à austeridade ensombra cimeira sobre o emprego

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"Guerra" à austeridade ensombra cimeira sobre o emprego

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“Esta quarta-feira, em Milão, a conferência europeia sobre emprego tem início num clima sombrio. A divergência entre, por uma lado, a Alemanha que defende a austeridade e, por outro, a França e a Itália que pedem mais flexibilidade económica, ameaça os resultados da cimeira”, explica Margherita Sforza, enviada especial da euronews a esta cidade italiana.

A taxa de desemprego atinge níveis recorde nos países do sul da União Europeia, sobretudo entre a juventude.

No caso da Itália, 44% da população ativa com menos de 25 anos está desempregada.

Luca, de 27 anos, fez um estágio numa loja de iluminação, onde ganhava 600 euros de salário, mas foi despedido sem justa causa ao fim de três meses.

À euronews disse que, no que toca a esta cimeira, “espero que se dê um passo em frente no mercado de trabalho. Os contratos de seis meses não permitem fazer planos para o futuro. São os contratos de longo prazo que dão algumas garantias, que nos permitem efetivamente ter uma perspectiva de futuro”.

Alessandro Rosina, professor de Ciências Sociais e Estatísticas Demográficas, considera que a União Europeia deveria pensar nos jovens como um recurso para o futuro e não como um fardo.

“A diferença entre o norte e o sul da Europa é muito grande. Não é por acaso que os países que defendem a austeridade são aqueles onde a situação dos jovens não é muito dramática. É o caso da Alemanha, cuja taxa de desemprego juvenil é agora mais baixa do que no início da crise”, diz o académico.

Apesar de reunir os 28 estados-membros, os resultados da cimeira deverão ser anunciados numa conferência de imprensa conjunta dos líderes da Itália, França e Alemanha.