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Pessoal médico espanhol quer demissão da ministra sobre caso de Ébola

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Pessoal médico espanhol quer demissão da ministra sobre caso de Ébola

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Em Espanha, o pessoal médico está a aproveitar o caso de Ébola para protestar contra os cortes e pedir a demissão da ministra da Saúde.

O hospital Carlos III, em Madrid, onde está a ser tratada a enfermeira infetada com o Ébola, tem vindo a ser alvo de cortes e está em perigo de fechar.

Apesar de tudo, os trabalhadores do hospital garantem que estão a seguir todas as regras de segurança: “A nossa atitude, enquanto pessoal médico, é a de reforçar as medidas de prevenção, aplicarmo-nos no que fazemos e seguir à risca todo o protocolo que nos foi instruído”, diz uma enfermeira do hospital.

A opinião pública põe em causa as condições em que foram tratados os dois missionários infetados que foram repatriados para Espanha. Um deles contagiou a enfermeira que está agora doente.

Diz Juan José Cano, do sindicato dos enfermeiros SATSE: “Pedimos uma investigação sobre este assunto. Os responsáveis têm de se ir embora. Se alguém tiver de se demitir, que se demita. Se alguém é responsável por isto, que vá embora”.

“Uma enfermeira que foi chamada para tratar a outra enfermeira, Teresa, que está infetada com o Ébola, aqui no hospital Carlos III, contou-nos que a atmosfera é muito nervosa. O estado de Teresa é estável. Está a ser tratada com transfusões de uma freira que foi infetada pelo Ébola em África”, relata Carlos Marlasca, correspondente da euronews em Madrid.

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