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Fórmula 1: Sochi ultima primeiro GP da Rússia com Bianchi na memória

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Fórmula 1: Sochi ultima primeiro GP da Rússia com Bianchi na memória

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Jules Bianchi é um nome incontornável por estes dias quando se fala de Fórmula 1, por causa do grave acidente de domingo passado no Japão que deixou o francês entre a vida e a morte.Mas o “grande circo” não pode parar e o próximo Grande Prémio, o primeiro da história a realizar-se na Rússia, já está em andamento. Com os derradeiros trabalhos ainda a decorrer no circuito, algumas equipas já trabalham no “paddock” russo a estrear.


Uma das equipas já em Sochi, desde terça-feira é, precisamente, a escuderia anglo-russa Marussia, que, apesar do sucedido em Suzuka, está a preparar dois carros para a corrida de domingo e mantém no topo de uma das “boxes” o nome de Bianchi. Em cima da mesa, estará a substituição do francês – ainda a lutar pela vida no hospital de Hokkaichi – por um piloto de reserva ou mesmo a entrada na grelha apenas com o carro de Max Chilton.


Procurando manter-se afastada do momento dramático por que passa a modalidade e depois de ter organizado em fevereiro os Jogos Olímpicos de Inverno, Sochi prepara-se agora para receber o primeiro Grande Prémio de Fórmula 1 organizado pela Rússia. Pelo circuito, já anda muito público em busca dos ases do volante.

É o caso de Anastasia Kodenko, que garante ver “todos os fins de semana na televisão” a Fórmula 1. “Já fomos a outros países ver corridas. Agora, é a primeira vez que a Rússia recebe um grande prémio, por isso estamos aqui. Como poderíamos falhar isto?”, atirou a russa com entusiasmo.

Brincalhão, o taxista Oleg garante que poderia discutir a corrida com os profissionais do desporto. “Aqui em Sochi, muita gente acha que nós, os taxistas, conduzimos da mesma forma que os pilotos de Fórmula 1 (risos). Os nossos carros é que são diferentes, senão também iríamos competir”, disse Oleg.


O circuito de Sochi, na divisão federal russa de Krasnodar, foi planeado de propósito para receber o primeiro grande prémio de Fórmula 1 da Rússia. Seguindo os desenhos dos circuitos Gilles Villeneuve, no Canadá, e o do Parque Olímpico de Sydney, na Austrália, a construção da pista russa foi iniciada em 2011. Custou mais de 150 milhões de euros.


A apresentação do Autódromo de Sochi aconteceu no início deste ano, por alturas das olimpíadas de inverno. Em agosto, o circuito recebeu o aval da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e o campeão do Mundo, o alemão Sebastien Vettel, da Red Bull, foi o primeiro piloto de Fórmula 1 a testar a pista de 5,852 quilómetros de comprimento, 19 curvas e que permite alcançar os 320 km/h (vídeo em cima).


A 13 e 14 de setembro o circuito recebeu algumas provas nacionais de automobilismo como teste e dias depois decorreu a inauguração oficial do autódromo, com alguns pilotos também a testarem e a aprovarem, então, o circuito. Sexta-feira, arrancam os treinos livres a sério e no domingo acontece, finalmente, a primeira grande prova oficial no Autódromo de Sochi. “Será um evento importantíssimo na vida do nosso país e espero que seja realmente interessante”, perspetivou o jovem russo Daniil Kvyat, piloto da Toro Rosso, que no próximo substitui Vettel na “casa mãe”, a Red Bull.