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Ébola: O contágio financeiro

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Ébola: O contágio financeiro

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A economia mundial começa a sofrer os efeitos do Ébola e o surgimento de casos fora do continente africano já contagiou os mercados financeiros.

As companhias aéreas e operadores turísticos veem cair as ações. O grupo TUI perdeu quase 3% esta quarta-feira e a casa mãe da British Airways e da Ibéria mais de um.

O analista Alastair McCaig recorda: “O facto é que temos agora casos em Espanha. Parece que os controlos não são tão rigorosos como deveriam ter sido e os mercados estão um pouco mais assustados do que estariam”.

Nos Estados Unidos, o caso de Thomas Eric Duncan, o liberiano que morreu no Texas, pôs em evidência os custos do tratamento. Duncan, de visita aos Estados Unidos, não tinha seguro de saúde. Da primeira vez que foi ao hospital, foi enviado para casa com antibióticos.

Segundo a agência Bloomberg, a fatura com o tratamento pode ascender a meio milhão de dólares.

Jesse Jackson, ativistas de direitos civis, acusa o sistema de saúde de discriminação: “Sou levado a pensar que os que não têm seguros ou acesso à segurança social não têm a mesma prioridade que os restantes”.

Uma comissão das Nações Unidas disponibilizou quase 50 milhões de dólares para ajudar no combate ao Ébola este ano.

No caso do Banco Mundial, fazem-se contas. O impacto económico da epidemia na África Ocidental pode ascender a 32,6 mil milhões de dólares até finais 2015, se o vírus continuar a alastrar, diz a organização.