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Mike Tyson: "Nasci para entreter as pessoas e vou continuar a faze-lo"

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Mike Tyson: "Nasci para entreter as pessoas e vou continuar a faze-lo"

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Ídolo e referência desportiva para muitos, Mike Tyson, de 48 anos, prepara-se para lançar na Europa a mais recente autobiografia: “Undisputed Truth” (“A verdade indesmentível”), publicada há um ano nos Estados Unidos e que se tornou num dos livros mais vendidos na lista do jornal New York Times. O livro baseia-se num espetáculo a solo que o antigo campeão do Mundo de boxe criou em 2012 e que foi, inclusive, lançado há um ano em versão filme (trailer em baixo).

Para promover esta nova revisão da própria história, que o realizador Spike Lee até já encenou também nos palcos da Broadway, em Nova Iorque, o antigo pugilista deslocou-se à feira do desporto que a Sportel organiza há 25 anos no Mónaco.

A euronews também está representada no Principado. O nosso enviado especial, Slimane Yacin, encontrou-se com Mike Tyson e trocou algumas palavras com o agora ator, que entre aparições em filmes como “A Ressaca” ou “Scary Movie 5: Um Mítico Susto de Filme”, iniciou em 2013 em Las Vegas uma digressão de 3 meses e 36 cidades norte-americanas do referido espetáculo a solo baseado na sua autobiografia. Agora, o antigo pugilista prepara-se também para estrear uma nova série de animação para televisão intitulada “Os Mistérios de Mike Tyson” (trailer em baixo).

euronews: Tem saudades do boxe?
Mike Tyson: De lutar, dos treinos… não.

O que é preciso para se chegar a campeão de boxe?
A minha experiência obrigou-me a uma grande dose de dedicação e sacrifícios. Todos tinham caminhos diferentes para chegar a campeões. O meu obrigou-me a grande sacrifício e consistência. Eu tive de ser muito consistente e persistente.

Combate que valeu a Tyson o primeiro título de pesos pesados

Que diferenças encontra entre o boxe de hoje em dia e o da sua altura?
A minha época foi diferente. Havia muitos lutadores ávidos de ganhar e que dedicavam mais a vida aos combates. Era só o que fazíamos. Ninguém pensava em arranjar um emprego. Íamos apenas fazer aquilo da nossa vida. Morríamos pelo boxe. Era assim. Agora, as pessoas têm tantas outras coisas. Quando eu ainda lutava, se vivias de subsídios sociais não conseguias ter carro nem sequer uma televisão em casa. Agora, mesmo a viver do fundo de desemprego tens um carro, uma televisão… A vida é muito mais fácil agora do que nos tempos em que eu ainda lutava.

Depois do boxe, porque decidiu passar para os palcos e para o grande ecran?
Gosto de divertir as pessoas. É isso que eu faço. Quero ser um artista. Hei de morrer a entreter as pessoas. Não vou fazer mais nada. Isto é tudo quanto vou fazer. Se não puder entreter as pessoas, vou, simplesmente, ser um vagabundo. Não vou tentar fazer mais nada. Isto é tudo quanto quero fazer. É o que nasci para fazer. O boxe também é um espetáculo, só que um espetáculo violento. Entreter é simplesmente o que faço e é o que vou continuar a fazer.

Para lá desta pequena conversa, no Mónaco, não perca também na próxima semana (14 de outubro) aqui na euronews, em Global Conversation, uma entrevista mais alargada com Mike Tyson.