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Como aprender a ser Político

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Para os jovens que gostariam um dia de entrar para o mundo da política, o Learning World mostra como há experiências e cursos muito específicos que podem ajudá-los a dar os primeiros passos.

A Ciência Política não tem, necessariamente, de cumprir um método de ensino formal. Na Alemanha, por exemplo, existe um programa de televisão que organiza fóruns de debate para jovens. Noa e Marie têm nove e dez anos de idade, respetivamente, são as melhores amigas e vão todos os dias juntas para a escola. Há uma coisa que as une e que não é muito usual nestas idades: ambas gostam de política. Por isso, acompanham regularmente um programa de notícias para crianças chamado Logo. São 10 minutos de informação para os espetadores mais pequenos. A editora Steffi Thum explica que “na informação para adultos, fala-se de questões como a forma como estão a ser recebidos os refugiados noutros países, quem contribui financeiramente, como é que se evita a entrada de mais refugiados na Europa? Aqui, o que fazemos é abordar as questões a partir do início, explicar porque é que as pessoas têm de fugir. Porque essa será a pergunta primordial que as crianças se colocam.”

A política é uma questão muito delicada em Myanmar ou Birmânia. Mesmo assim, há jovens que não se deixam desencorajar. A abertura ao mundo é cada vez mais evidente. Há uma maior margem de expressão que não existia de todo no passado. Mas as marcas da ditadura militar estão longe de se dissipar. Juntamente com um grupo de intelectuais birmaneses, Zin Mar Aung fundou a Escola de Ciência Política de Rangun. Em 1998, foi detida por envolvimento em atividades políticas. Passou 11 anos na prisão. “Toda esta sociedade tem um trauma no que toca a meter-se em assuntos políticos. Por isso é que é um grande desafio tentar cativar as gerações mais novas. Criámos esta escola com o objetivo de formar cidadãos que possam criticar as ações do governo. É um fosso que precisamos de colmatar através da educação”, declara Zin Mar Aung.

As ambições políticas de um jovem argentino fizeram com que as suas experiências de voluntariado se transformassem num projeto de reforma da assistência social. Martin de Angelis continua a aprofundar os estudos em Diplomacia e Ciência Política para estar preparado quando a altura chegar. Antes, Martin acreditava que era a dar aulas que podia fazer a diferença, à semelhança do que fazia a sua mãe. Mas a participação em trabalhos humanitários no norte da Argentina alterou tudo. “Há muitos jovens que aspiram a ser grandes empresários como Bill Gates ou grandes futebolistas como Lionel Messi. Mas não seria esta uma sociedade melhor se houvesse jovens aspirantes a presidentes ou a cumprir cargos de serviço público? Onde a política fosse renovada como uma ferramenta de mudança?”, pergunta Martin.

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