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Prémio Nobel da Paz para defensores da educação e das crianças

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Prémio Nobel da Paz para defensores da educação e das crianças

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Malala Yousufzai é a mais jovem laureada da história do Prémio Nobel. A paquistanesa, muçulmana, de 17 anos, que se tornou um ícone mundial do direito à educação das crianças do seu país e do mundo, recebeu, com Kailash Satyarthi, o Nobel da Paz.
“Blogguer”, a jovem ficou conhecida em 2009, aos 11 anos, quando publicou um vídeo a explicar, com emoção, que queria ser médica.

Em outubro de 2012, foi alvo de um atentado de um grupo talibã que controlava a região paquistanesa onde vivia. Malala, baleada na cabeça, sobreviveu e tornou-se uma das vozes mais ouvidas na área dos direitos das crianças à educação.

Um ano depois, a jovem Malala, que vive, atualmente, no Reino Unido, recebeu o Prémio Sakharov para os Direitos do Homem no Parlamento Europeu.

Uns meses antes, no dia 12 de julho, seu aniversário (noemado agora Dia da Malala), tinha feito um emotivo discurso na ONU:

“Uma criança, um professor, um livro, uma caneta, podem mudar o mundo. A educação é a única solução, a educação é a prioridade”.

Satyarthi, indiano, hindu, de 60 anos, ativista pelos direitos das crianças e contra o trabalho infantil abandonou uma carreira de engenheiro electrónico para criar a organização Bachpan Bachao Andolan, já conseguiu retirar perto de 80 mil crianças de algum tipo de trabalho escravo, conseguindo devolvê-las à educação e ajudar na sua reintegração. Kailash Satyarthi:
‘‘Os políticos vêm sempre com boas palavras, muita retórica, e nenhuns meios. Trazem computadores individuais portáteis mas nenhum livro de cheques. Têm de trazer o livro de cheques e dar às mais pobres crianças o direito de ir à escola, a escola serve para defender direitos.”

Promoveu movimentos da sociedade civil, nomeadamente a Marcha Global Contra o Trabalho Infantil, que une ONG’s e sindicatos de todo o mundo. Também fundou a Campanha Global pela Educação.

Na Índia, conseguiu mobilizar ações para tornar a educação num artigo constitucional