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Roger Milla: "Hoje em dia, o dinheiro é o mais importante"

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Roger Milla: "Hoje em dia, o dinheiro é o mais importante"

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Roger Milla é um nome incontornável na história do futebol africano. O atacante tinha trinta e oito anos quando levou os Camarões aos quartos-de-final do Itália 90, a primeira equipa do continente a conquistar um lugar entre as oito melhores equipas do planeta.

A sua imagem a dançar junto à bandeirola de canto correu mundo, Slimane Yacini esteve à conversa com o camaronês e quis saber o que mudou no futebol em África após 24 anos.

Roger Milla: “É verdade que era muito mais difícil no meu tempo mas também é verdade que nós tínhamos muito mais disciplina que os jogadores de hoje. O futebol em África já não é o mesmo em que joguei. Na altura, não nos preocupávamos com a questão financeira. Hoje em dia o dinheiro é o mais importante.”

O romantismo e a ingenuidade do futebol africano podem estar em via de extinção, mas em certos aspetos, está tudo rigorosamente na mesma. Roger Milla não hesita em apontar o dedo:

“Sinto-me desapontado porque as instâncias que controlam o futebol, a FIFA e a CAF, não se esforçam por mudar a situação. Na Confederação Africana de Futebol sabem bem o caos que existe no continente mas ninguém faz nada.

Está sempre tudo na mesma mas toda a gente quer saber quando é que uma equipa africana vai chegar à final de uma grande competição. Não o podemos fazer na desordem. Ninguém vai jogar uma final sem disciplina.”