Última hora

Última hora

Eleições gerais na Bósnia-Herzegovina marcadas por retórica nacionalista

Em leitura:

Eleições gerais na Bósnia-Herzegovina marcadas por retórica nacionalista

Tamanho do texto Aa Aa

A Bósnia-Herzegovina é palco este domingo de eleições gerais marcadas por um novo fervor nacionalista, sobre um fundo de rivalidades interétnicas que bloqueiam a aproximação à Europa.

O presidente da República Sérvia da Bósnia, Milorad Dodik, que luta por um segundo mandato, disse que o seu objetivo é “transformar a entidade num Estado”.

O principal partido sérvio da oposição, o SDS, que conta com a filha de Radovan Karadzic nas suas fileiras, também não fica marcado pela moderação, ao homenagear nos comícios o ex-chefe político julgado por genocídio pela Justiça internacional.

O líder dos muçulmanos da Bósnia, Bakir Izetbegovic, que também se recandidata, apela por seu lado à “unidade” no seio da sua comunidade.

Cerca de três milhões e trezentos mil eleitores são chamados às urnas para escolher os três membros da presidência tripartida do país, renovar o Parlamento central e as assembleias das duas entidades, a sérvia e a croato-muçulmana da Bósnia.

Mas este eleitor diz que prefere “não votar. Aqueles que o fazem, acham talvez que algo vai mudar. Mas há um número crescente de pessoas que não acredita nisso”.

Outro afirma que vai votar, para “cumprir a obrigação cívica”, mas diz “não ter a certeza que alguma coisa mude. Tanto o governo como a oposição prometem demasiado”.

A persistente crise económica, assente em rivalidades interétnicas, bloqueia praticamente desde 2006 as instituições centrais do país, que deviam preparar uma eventual adesão à União Europeia.