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Bósnios votam em eleições marcadas por crise económica e retórica nacionalista

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Bósnios votam em eleições marcadas por crise económica e retórica nacionalista

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A Bósnia-Herzegovina vota hoje para renovar o Parlamento central, as assembleias da entidade sérvia e croato-muçulmana e os membros da presidência tripartida.

Mas, num país de menos de quatro milhões de pessoas, os eleitores devem escolher entre perto de 7900 candidatos de 65 partidos.

O analista Jan Zlatan Kulenovic diz que “a perceção dos cidadãos é de que não existe um único partido no poder em qualquer parte do país. Não podem culpar este ou aquele por qualquer política específica porque, basicamente, não conseguem identificar – sobretudo nos últimos 4 anos – quem está realmente no poder”.

Os bósnios votam hoje num contexto económico catastrófico, com o desemprego a atingir 44 por cento da população.

Um pensionista de Sarajevo diz que não espera “nada. Só vai piorar e toda a população é enganada”. Explica que apenas vota para “satisfazer o seu dever cívico”.

Uma professora defende que “é preciso aumentar as pensões e conseguir empregos para os jovens. É preciso mudança, para que a situação melhore”.

A campanha eleitoral esteve mais uma vez marcada pela retórica nacionalista e separatista, sobre um fundo de tensões intercomunitárias, que persistem vinte anos depois dos acordos de Daytona que puseram fim à guerra.