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Bósnia e Herzegovina: Povo espera progresso económico após eleições

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Bósnia e Herzegovina: Povo espera progresso económico após eleições

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As divisões étnicas e nacionalistas deverão manter-se na liderança tri-partida da Bósnia e Herzegovina. É, pelo menos, essa a indicação que se retira dos resultados provisórios das eleições presidências e parlamentares que decorreram este domingo no país e cuja contagem dos votos está prestes a ser concluída e oficializada. A população, contudo, espera que esta ida às urnas possa marcar a recuperação da economia do país, assolado por cerca de 40 por cento de desemprego, casos de corrupção e crime organizado

“Durante muitos anos, não vimos nenhum progresso na Bósnia e Herzegovina. Por causa disso, perdemos a esperança e a fé. Mas, agora, alguma coisa vai ter de acontecer”, defendeu Branko, um residente em Banja Luka, a capital da República Sérvia da Bósnia, uma das duas regiões autónomas dentro do país, denominadas “entidades” – a outra é a Federação croato-muçulmana.

Também residente na mesma cidade, Dusan Atlagic é está reformado e coloca a prioridade no futuro dos compatriotas mais jovens: “Isto vai ter mesmo de ser melhor. É, realmente, impossível vivermos desta forma.”

Representante da juventude de Banja Luka, Bojan Dragisic espera “mais emprego para os jovens”: “Espero a abertura de mais fábricas e firmas.”


Após o escrutínio de 77 por cento dos votos e com uma participação de 54 por cento entre os 3,3 milhões de eleitores inscritos no país, Dragan Covic, da União Democrática Croata, liderava o escrutínio croata com 52 por cento das preferências do respetivo eleitorado.

Na perspetiva de se tornar na primeira mulher a chegar à presidência tripartida nesta República dos Balcãs, Zeljka Cvijanovic, do Partido da União dos Sérvios Sociais-Democratas, liderava a votação sérvia com 49 por cento, enquanto, entre os muçulmanos, por fim, Bakir Izetbegovic, do Partido de Ação Democrática, somava 33 por cento à frente de outros nove candidatos à respetiva cadeira de presidência.

Também nas eleições parlamentares, os resultados provisórios indicam que dificilmente a Bósnia e Herzegovina funcionará a uma só voz.