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Bispos conservadores contestam abertura do Vaticano a fiéis homossexuais

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Bispos conservadores contestam abertura do Vaticano a fiéis homossexuais

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A abertura do Vaticano à questão homossexual parece ser ligeiramente revista, esta terça-feira, quando alguns bispos conservadores mostram-se distantes do aparente reconhecimento das diferentes orientações sexuais dentro da Igreja.

Um primeiro relatório sobre as discussões do Sínodo sobre a família, que reúne mais de 200 bispos de todo o mundo, evocava ontem as qualidades dos fiéis homossexuais.

Segundo o presidente da conferência episcopal europeia, Peter Erdo, “os homosseuxais têm dons e qualidades a oferecer à comunidade cristã: seremos capazes de acolher estes fiéis, garantindo-lhes um espaço fraternal nas nossas comunidades”.

Peter Erdo, sublinhava igualmente a necessidade de encontrar um compromisso entre a doutrina católica e as orientações sexuais dos seus fiéis.

A imprensa italiana publica hoje várias opiniões de bispos mais conservadores que afirmam que as suas posições mais tradicionalistas não foram tomadas em conta no primeiro relatório.

A Santa Sé retificou hoje que as primeiras conclusões do debate, “não implicam uma avaliação positiva da homossexualidade”, quando alguns bispos polacos e alemães afirmam ter evocado nas discussões, a necessidade de “destacar a importância de um matrimónio feliz e fiel para sempre”, contestando mesmo o que consideram ser uma “alegada ideologia antimatrimonial”.