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Ébola: primeira morte na Alemanha quando doente espanhola regista "ligeira melhoria"

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Ébola: primeira morte na Alemanha quando doente espanhola regista "ligeira melhoria"

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A Alemanha regista a primeira vítima por Ébola no país, após a morte de um médico da ONU, de nacionalidade sudanesa, hospitalizado há quatro dias em Leipzig.

O homem, que tinha sido infetado na Libéria e transportado para a Alemanha em estado crítico, sucumbiu à doença na madrugada de terça-feira.

Trata-se do terceiro caso tratado no país, quando um paciente senegalês obteve alta após cinco semanas de tratamento e outro africano infetado se encontra atualmente internado em Frankfurt.

O responsável da clínica de Leipzig, Bernhard Ruf, garante que “todas as medidas de higiene foram respeitadas ao mais alto nível para evitar a contaminação de médicos e de toda a área hospitalar”.

No Reino Unido, as autoridades sanitárias reforçaram os controlos no aeroporto de Heathrow em Londres sobre passageiros provenientes dos países mais afetados pela epidemia.

Para lá de serem submetidos a testes de temperatura, os passageiros que viajam da Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri deverão responder a um questionário sobre o seu estado de saúde.

As medidas deverão começar a ser aplicadas até ao final da semana, em outros aeroportos de Londres, assim como no terminal ferroviário do canal da Mancha.

Em Madrid, a única pessoa até hoje contagiada por Ébola em solo europeu regista uma “ligeira melhoria”, segundo o hospital de Madrid onde se encontra internada a assistente de enfermagem Teresa Romero.

A responsável da clínica Carlos III, Mar Lago, tenta igualmente afastar o receio de novos contágios: “A Teresa encontra-se em isolamento sob forte medidas de proteção que impedem qualquer nova contaminação. Todas as pessoas que estiveram em contato com ela durante o período de contágio estão sob controlo e esperamos que seja o único caso de contágio”.

A gestão da crise por parte das autoridades sanitárias continua a ser alvo de protestos, depois do responsável dos serviços de saúde de Madrid ter pedido hoje desculpas por ter acusado a doente de Ébola de ter ocultado o vírus e de ser responsável pelo seu contágio.