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México: valas comuns não esclarecem mistério dos 43 estudantes desaparecidos

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México: valas comuns não esclarecem mistério dos 43 estudantes desaparecidos

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As autoridades mexicanas prosseguem a investigação para localizar 43 estudantes desaparecidos há três semanas, no sul do México.

As provas de ADN realizadas sobre 28 corpos descobertos numa vala comum no estado de Guerrero permitiram descartar qualquer relação com os jovens desaparecidos após os protestos de setembro, marcados pela morte de seis pessoas.

O procurador geral mexicano, Tomas Zeron, anunciou ontem a detenção de mais 14 polícias suspeitos de ligações a um grupo criminoso local:

“Identificámos mais pessoas que participaram nos ataques aos estudantes e no total capturámos cerca de 14 suspeitos que confessaram ter retido os estudantes e entregue o grupo mais tarde a um grupo criminoso que opera na área e que se auto-denomina ‘Guerreros Unidos’”.

No total 50 pessoas, entre as quais o chefe da polícia de Guerrero foram detidas no quadro da investigação. As autoridades afirmam estar a examinar quatro novas valas comuns descobertas na região.

O caso inflama a revolta dos familiares dos jovens desaparecidos, que voltaram a exigir a demissão do governador de Guerrero, durante um protesto frente ao palácio do governador.

Várias universidades mexicanas iniciaram ontem uma greve de 48 horas quando a vaga de revolta se expande ao longo do país para denunciar a cumplicidade entre as forças policiais e os cartéis da droga locais.