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Cimeira Euro-Asiática: Ucrânia espera mais ação e menos palavras da Rússia

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Cimeira Euro-Asiática: Ucrânia espera mais ação e menos palavras da Rússia

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O anunciado encontro entre Vladimir Putin e Petro Poroshenko está a dominar as atenções na 10.a cimeira Euro-Asiática (ASEM) que arrancou esta quinta-feira, em Milão, Itália. No primeiro dia do evento, o presidente da Ucrânia deixou-se ver à noite, mas o da Rússia apenas foi visto em público na Sérvia, tendo o Kremlin sido representado em Itlia pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov.


A presença de Poroshenko em Milão acontece a convite do primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, o anfitrião da cimeira, e conta com o apoio dos “pesos pesados” da União Europeia. Angela Merkel, François Hollande e David Cameron deverão, aliás, marcar também presença e mediar o encontro entre os líderes russo e ucraniano.

Sobre a mesa, tudo indica, vai estar o acordo de Minsk, cujos princípios não têm sido devidamente respeitados, e também a avultada dívida de Kiev a Moscovo pelo gás, que levou à interrupção do fornecimento em junho e cujo restabelecimento será igualmente negociado entre os dois presidentes. Poroshenko, desta vez, espera mais ação e menos conversa de Putin.

“A principal questão é a paz com a aplicação do protocolo e memorando acordados em Minsk. Esperamos o cessar-fogo, a retirada das tropas, as eleições e o respeito pela soberania da Ucrânia em todo o território. Mas também resolver o problema energético”, antecipou o Presidente ucraniano.

A 10.a edição da ASEM reúne alguns dos mais importantes governantes da Europa e da Ásia. Mas é também por causa desta sensível reunião entre Putin e Poroshenko, à margem da cimeira, que a segurança está muito apertada em Milão.

“Sob extraordinárias medidas de segurança, a ASEM, que é uma cimeira sobre globalização, pode revelar-se o passo certo para resolver, de uma forma diplomática, a crise entre a Rússia e a Ucrânia. A Europa fará tudo para tentar ajudar. Com o inverno a chegar, a União Europeia procura assim evitar ser apanhada de novo no meio de uma crise por causa do gás”, aponta a enviada especial da euronews a Milão, Simona Volta.