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EUA preparam-se para a eventual queda de Kobani

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EUA preparam-se para a eventual queda de Kobani

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Os combates em Kobani no norte da Síria intensificam-se enquanto as forças da coligação liderada pelos Estados Unidos e o grupo extremista Estado Islâmico medem forças numa luta sem quartel.

Apesar do aumento dos ataques aéreos contra os extremistas estes também têm vindo a reforçar posições no terreno.

Ao nível do Pentágono, fazem-se preparativos para o pior cenário possível.

“Temos que nos preparar para a eventualidade da queda de Kobani. Assim como temos que nos preparar para a possibilidade de outras cidades e vilas caírem nas mãos do grupo ISIL. Pode acontecer que fiquem lá por muito tempo”, afirmou o Contra-Almirante John Kirby, porta-voz do Pentágono.

Nos últimos dias, cerca de seis milhares de refugiados de Kobani chegaram ao norte do Iraque depois de terem sido rejeitados pela Turquia. As autoridades estimam que cerca de 50 mil refugiados se dirijam agora para esta região.

“Viemos a pé e foi muito difícil. Tive muitas dificuldades para aqui chegar. Fugimos a pé. Juro que não fomos nós que decidimos fugir. Foram três dias a andar”, adiantou Mizgin, uma jovem de 14 anos acabada de chegar ao campo de refugiados de Galiwan no norte do Iraque.

A situação em Kobani na Síria e na província de Anbar no Iraque é o que mais preocupa as forças da coligação. Esta quarta-feira o presidente norte-americano, Barack Obama, e vários líderes europeus acordaram na necessidade de aumentar os esforços na luta contra os extremistas.