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Nova agitação no mercado da dívida da zona euro

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Nova agitação no mercado da dívida da zona euro

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A calma durou dois anos. Os mercados da dívida da periferia da zona euro voltam a sofrer forte agitação e a Grécia está de novo na linha da frente.

Devido ao risco de eleições antecipadas e à vontade do governo de antecipar a saída do programa da “troika”, a bolsa grega vive a pior semana e as taxas de juro da dívida registam a maior subida desde julho de 2012.

Tasos Anastasatos, do Ministério das Finanças, considera que “uma parte tem a ver com as preocupações do mercado com a instabilidade política e, por outro lado, há receios com o progresso da economia grega após o fim do atual programa de ajustamento. O governo grego acredita que estes receios são infundados”.

A jornalista Symela Touchtidou explica que “os analistas receiam ver ressurgir a agitação de 2010, com a crise grega a contagiar todo o sul da Europa. A zona euro ainda não recuperou da crise da dívida, que levou aos programas de austeridade e a um desemprego recorde.

As “yields” gregas voltam a níveis insustentáveis. Esta quinta-feira, rondaram os 9%. A dívida portuguesa a dez anos sobe para 3,7%, o máximo de sete meses. Em Itália atinge níveis de há cinco meses e em Espanha de dois meses.

O trader Takis Zamanis acredita que, “com a experiência dos últimos anos, as autoridades europeias estão muito mais atentas e prontas a agir a qualquer momento”. E acrescenta: “O BCE deveria ter agido há dois ou três meses, ainda não o fez, mas penso que haverá intervenção em breve e isso terá resultados”.

Para já, o Banco Central Europeu (BCE) suavizou as regras em termos de garantias colaterais aos bancos gregos, facilitando o financiamento. Uma medida temporária, enquanto o BCE não usa uma nova bazuca ou Mario Draghi não faz mais uma declaração milagrosa, como há dois anos.