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Gás e Ucrânia no centro da cimeira Ásia-Europa

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Gás e Ucrânia no centro da cimeira Ásia-Europa

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O gás e a crise ucraniana dominam a cimeira Ásia-Europa em Milão. O presidente italiano recebeu os líderes europeus e asiáticos num jantar no Palácio Real.

A cimeira reúne cinquenta países para debater a cooperação económica e as trocas comerciais, mas o clima é tudo menos sereno.

O presidente russo, Vladimir Putin, chegou com atraso, poucas horas depois de deixar pairar a ameaça de cortar os abastecimentos de gás, se não houver acordo entre a Rússia e a Ucrânia.

O primeiro-ministro italiano, anfitrião, preferiu afastar-se da polémica e sublinhar a necessidade de reforçar laços entre a União Europeia e a Ásia para “promover o investimento”.

Um discurso semelhante ao homólogo sueco, que frisou que “na economia global de hoje em dia, a cooperação é essencial para o desenvolvimento da indústria, tecnologia, investigação científica, direitos humanos e leis internacionais”.

Mas, à margem da cimeira, as atenções viram-se para o encontro previsto esta sexta-feira entre Putin e o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, num momento e que prosseguem os combates no leste da Ucrânia.

À chanceler alemã coube o papel de mediadora, tendo recebido já esta quinta-feira, tanto Poroshenko, como o homólogo russo. Angela Merkel disse que “cabe à Rússia fornecer a contribuição decisiva para inverter a escalada” da situação ucraniana.