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Ucrânia: Alguns avanços quanto ao fornecimento de gás russo, pelo menos no inverno

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Ucrânia: Alguns avanços quanto ao fornecimento de gás russo, pelo menos no inverno

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Terminaram, sem grandes novidades, as conversações multilaterais em Milão, Itália, sobre a questão ucraniana.

Após as conversações multilaterais, os presidentes, russo e ucraniano, terão estado reunidos à porta fechada.

Antes disso, o Presidente ucraniano, adiantou que foram feitos pequenos progressos, relativos ao contrato de gás natural com a Rússia e falou da importância de cumprir os acordos de Minsk:

“Em primeiro lugar, todos os lados devem seguir, firmemente, o memorando de Minsk e concentrar esforços na forma de implementar os 12 pontos, sem exceção.

Segundo, as eleições locais, que devem decorrer em Donetsk, terão por base apenas a lei assinada ontem.

Terceiro, fizeram-se alguns progressos, ainda que limitados, na questão do gás.”

Em conferência de imprensa, Vladimir Putin, falou da questão do gás e da disponibilidade russa para ajudar a Ucrânia a resolver a questão da delimitação de fronteiras:

“Há problemas para controlar a zona tampão. Nessa matéria avançámos bastante, na minha opinião. Foi alcançado um acordo sobre o uso de drones e tecnologias modernas para perceber de onde partem os ataques, se e quando eles acontecerem.

(…) Chegámos ainda a um acordo, com o nosso parceiro ucraniano, sobre as condições para retomar o fornecimento de gás ao país, pelo durante o inverno.”

Putin fez questão de deixar claro que não tem nada a ver com o conflito e, ainda em relação ao gás, disse que apesar da boa vontade russa a dívida ucraniana tem de ser paga, nem que seja com a ajuda da União Europeia.

Simona Volta, euronews: “Mesmo em Milão, a Rússia e a Ucrânia tentaram dialogar e mais uma vez, a Itália, a Alemanha, a França, o Reino Unido e as instituições europeias atuaram como mediadores. Mas Putin e Poroshenko mantiveram-se irredutíveis nas suas posições. Agora, resta saber o que vai acontecer em Bruxelas onde na terça-feira a Europa vai tentar sentar os países na mesa das negociações”.