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Até quando resistirá Kobani?

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Até quando resistirá Kobani?

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Kobani é hoje uma “cidade fantasma” onde o ritmo de vida é marcado pelos sons de explosões e dos combates. Segundo uma estimativa das Nações Unidas, dos cerca de 60 mil habitantes, restam agora menos de 700.

O reforço dos ataques aéreos da coligação liderada pelos Estados Unidos tem ajudado os combatentes curdos a resistir ao assalto dos jihadistas do grupo “Estado Islâmico”. Mas a estratégica cidade síria, junto à fronteira com a Turquia, não poderá resistir muito mais tempo se não receber reforços, tanto de armas como de homens.

A guerra já levou cerca de 300.000 civis a fugir da região de Kobani, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. 200.000 encontraram refúgio na Turquia. Em condições precárias, mas já em segurança, repetem que “a situação não é nada boa” e que foram “forçados a fugir por causa do Estado Islâmico”.

A Turquia recusa de intervir militarmente e insiste que já está a suportar com o peso dos milhares que atravessaram a fronteira para escapar à barbárie.

Noutra frente de batalha, no Iraque, os curdos peshmerga continuam a receber formação para utilizar as novas armas oferecidas pelo Ocidente.

Em Erbil, militares britânicos explicam como manusear metralhadoras. Para o comandante desta missão, a par “dos sistemas de armas doados por outras nações”, a formação que está a ser administrada aos curdos “irá certamente contribuir” para “virar o jogo na luta contra o Estado Islâmico”.

Mas para que haja um volte face na luta contra os extremistas do grupo Estado Islâmico, a comunidade militar é praticamente unânime em considerar que será necessário colocar mais homens no terreno e que os jihadistas só serão derrotados com uma intervenção musculada na Síria.