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Gary Hunt é o rei de "cliff diving" e Rachel Simpson a rainha

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Gary Hunt é o rei de "cliff diving" e Rachel Simpson a rainha

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O paraíso natural do cenote de Ik Kil, na península mexicana do Yucatán, corou este fim de semana Gary Hunt e Rachel Simpson como os novos reis das “cliff diving series”, o mundial de saltos para água em locais naturais e a partir de penhascos ou similares a mais de 20 metros de altura.

Com Gary Hunt já virtual campeão na competição masculina desde a penúltima etapa realizada há um mês em Bilbao, Espanha, estava ainda em aberto o lugar que fechava o “top-5 do Mundial e que garantia a derradeira presença direta no campeonato do próximo ano. Três concorrentes estavam na corrida.


O bafejado acabou por ser David Colturi. O americano era o que partia em maior desvantagem face ao britânico Blake Aldridge e ao mexicano Jonathan Paredes, mas um mergulho de bom nível permitiu-lhe chegar ao terceiro lugar do pódio e ultrapassar na geral os dois rivais, assegurando a derradeira vaga direta na edição do próximo ano das “cliff diving series”, competição cuja manga masculina tem escala habitual nos Açores. Aldridge e Paredes, por sua vez, terão de passar pela pré-qualificação em, fevereiro, para regressarem ao quadro do Mundial.


Com pouco por decidir, mas muito por defender, Artem Silchenko, o segundo da geral, procurava fechar a temporada com dois triunfos consecutivos, mas não contava, certamente, com a arma secreta de Gary Hunt. O britânico não facilitou e arriscou um “triple quad”, o seu mergulho de grau de dificuldade mais elevado. A quase perfeição da acrobacia valeu ao britânico um total de 500.00 pontos e o primeiro lugar. Campeão há um ano, Silchenko fechou a época com o terceiro segundo lugar da temporada e passou a coroa a Hunt.

Na competição feminina, que pela primeira vez teve as portas do “cliff diving” abertas, Rachel Simpson não deu hipóteses à concorrência. À terceira etapa, a terceira vitória. A norte-americana, de 26 anos, fecha a temporada com 600 pontos, deixando a mais de 200 a alemã Anna Bader – sexta nesta derradeira etapa. A mexicana Adriana Jimenez, que entrou no mundial com um “wildcard”, foi segunda nesta etapa na terra natal e fechou a temporada em terceiro.