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Novos rostos nas eleições para o Parlamento da Ucrânia

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Novos rostos nas eleições para o Parlamento da Ucrânia

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A campanha eleitoral ucraniana, para as legislativas de 26 de outubro, trouxe para a rua os rostos que se deram a conhecer desde os protestos de Maidan à eleição do novo presidente, em maio passado. Muitos destes jovens vêm de áreas tão diferentes como do jornalismo, de ONG’s e de movimentos de cidadania. Querem completar “o ciclo da mudança” por dentro e não de fora.

Mustafa Nayem, um dos mais conhecidos jornalistas ucranianos – de origem afegã – organizou as primeiras manifestações pacíficas em Maidan, lidera uma lista do partido do presidente Petro Poroshenko.

“Considerando que somos 15 candidatos com o mesmo objetivo, mas de diferentes partidos, há uma hipóteses de conseguirmos mudar algo, mesmo que mínimo, no sistema. O sucesso depende da nosssa persistência, do tempo, e da resitência contra a mudança”.

Com a anexação russa da Crimeia e as operações militares no leste, a Ucrânia tem de enfrentar desafios inéditos. Milhares de pessoas deixaram as suas empresas e casas para se apresentarem ao combate na frente de guerra.
Os comandantes de batalhões de voluntários surgiram, não apenas como fontes de informação seguras, mas também como líderes fiáveis na corrida ao parlamento.
Semen Semenchenko, comandante do famoso batalhão Donbas, formado principalmente por voluntários da Ucrânia de leste, perdeu muitos dos seus combatentes. Cerca de 100 ainda são prisioneiros de guerra. Semenchenko, ex-empresário de Donbas, defende uma agenda em que se salientam a segurança do Estado, a gestão militar e o combate à corrupção.:

: “Percebi que estávamos a lutar contra as consequências e não contra a causa. E a causa é o sistema político que carece de competição. Também lhe falta uma economia eficaz e gestão militar. Se o sistema funciona assim, o Estado vai continuar “meter água”, como um navio a ir ao fundo, mesmo que tentemos tapar todos os buracos”.

Hanna Herman, porta-voz do presidente deposto Ianukovych, explica porque é que o Partido das Regiões não concorre (pois normalmente tem a maioria no Leste da Ucrânia e na Crimeia), mas não dá os números corretos, falando de um quarto da população quando se refere a 10/12%:

“Donbas não tem oportunidade de votar nesta situação – um quarto dos ucranianos (25%) não participa nestas eleições. Significa que Donbass ficou de fora da Ucrânia nestas eleições”.

Os candidatos dos partidos mais antigos – muitos, com novos partidos e alianças, podem conseguir maioria nalguns círculos eleitorais. É o caso dos comunistas, que podem entrar no parlamento pela primeira vez na história, como mostram as sondagens.
O partido do primeiro-ministro cessante, que é o mesmo de Iulia Tymoshenko, apesar do abandono de muitos aliados, a favor de Iatsenyuk e Poroshenko. Entre cinco a sete partidos vão conseguir o mínimo de 5% para conseguir representação parlamentar.