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Adensa-se o mistério à volta da morte de Christophe de Margerie

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Adensa-se o mistério à volta da morte de Christophe de Margerie

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As condições da morte de Christophe de Margerie parecem agora menos claras e o condutor do limpa-neves que esteve na origem do acidente talvez não estivesse embriagado.

O presidente do grupo petrolífero francês Total faleceu quando o jato particular em que seguia colidiu com um limpa-neves, no aeroporto moscovita de Vnukovo.

As caixas negras do avião já foram retiradas e Paris enviou uma equipa de peritos, para participar nas investigações, controladas por Moscovo.

Moscovo que fora a primeira a acusar o condutor do limpa-neves de estar embriagado. A família garante que o homem não bebe. Aguardam-se agora as análises toxicológicas.

“Começa a parecer claro que a causa do desastre não foi uma horrível coincidência, como os responsáveis do aeroporto afirmam”, explica Vladimir Markin, o porta-voz do comité russo de investigação, que acrescenta: “É negligência criminosa por parte dos funcionários, que não conseguiram assegurar a coordenação das ações do pessoal do aeroporto.”

A morte de Christophe de Margerie apanhou os franceses de surpresa – entre eles, os funcionários da Total, que respeitaram, esta terça-feira, um minuto de silêncio em memória do falecido presidente, no cargo desde 2010.