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De Margerie: Rússia perde um aliado

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De Margerie: Rússia perde um aliado

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Patrão atípico, merecedor de elogios tanto à direita como à esquerda do espectro político, Christophe de Margerie soube elevar a petrolífera francesa Total a um patamar de modernidade conquistando um lugar ao sol entre as quatro maiores petrolíferas do mundo.

Conhecido tanto pela sua inteligência estratégica como pelo grande bigode, de Margerie sempre manteve laços estreitos com a Rússia.

Durante a guerra diplomática travada entre o Ocidente e Moscovo, de Margerie sempre se opôs às sanções aconselhando a manutenção de vias de diálogo.

“Ele queria manter o diálogo entre franceses, russos, a comunidade internacional e a Rússia. Foi algo pelo qual sempre se bateu. Disse-o ao governo francês, à Europa e aos norte-americanos. Para ele tratava-se de algo extremamente importante”, afirma Emmanuel Quidet, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Franco-Russa, organismo do qual Christophe de Margerie era co-presidente.

O súbito desaparecimento desta figura incontornável da indústria francesa deixa um vazio difícil de preencher no topo do maior grupo petrolífero francês.

A Rússia, por seu lado, também sai a perder.

O desaparecimento de de Margerie significa a perda de um dos interlocutores mais privilegiados das relações entre o Ocidente e a Rússia.