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Tunísia quer finalizar caminho da democratização com estas eleições

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Tunísia quer finalizar caminho da democratização com estas eleições

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Na Tunísia, os líderes das associações de jovens que fizeram a “Primavera Árabe”, constatam a ausência significativa desses mesmos jovens nas eleições legislativas marcadas para o próximo dia 26. O porta-voz dos 14 líderes da mobilização social atribuiu a marginalização política dos jovens ao fato de esse movimento, oriundo da sociedade civil, ter sido incapaz de criar um partido ou uma organização estruturada.
Até agora a Tunísia atem sido governada por tecnocratas apartidários. Há grandes possibilidades do voto ser de descontentamento, como explica Khaled Abid:
“A maioria dos analistas espera que a escolha do voto vá para quem merece, contrariamente ao que se passou em 2011. Acredito que as pessoas vão votar como forma de protesto”.

Estas eleições devem concluir o processo de “transição para a democracia”, é o que todos esperam.
Os mais otimistas querem eleições transparentes, como afirma um cidadão:

“Espero que as eleições sejam honestas como as precedentes. Confiamos nos tunisinos, pois são conscientes e cultos. Desejamos que as eleçções se façam com transparência e respeito”.
Por seu lado, uma mulher afirma:
“Já decidi e sei em quem vou votar. Espero que os políticos melhorem a situação do país, que ataquem o terrorismo e que a Tunísia seja de novo o país que amamos. Só queremos o bem da Tunísia”.
Este é um dos decididos:
“Eu vou votar no partido Nida, esperando que ajude o país e, principalmente, os mais desmunidos. Espero que estaja à altura.”
Assim como o cidadão seguinte:
“Pois eu voto por Nahdha, que é um partido honesto. Esteve no poder, retirou-se, a determinado momento, deliberadamente”.
Nidhal Ouerfelli é o porta-voz do governo interino e tecnocrata:

“A única brecha durante estes últimos três anos, principalmente, depois da revolução, tem a ver com a economia. O lado social, político, constitucional, estiveram em destaque, ficando a questão económica, a maior parte do tempo, para trás. Hoje, a economia chama-nos à realidade”.

E os consumidores pedem ajuda:

“Francamente, a vida está muito cara. Não conseguimos viver assim, seja na mercearia ou no supermercado, os preços são exorbitantes!”.

“A maioria dos tunisinos está descontente devido ao custo de vida, mas não outra escolha. Temos de ser compreensivos, otimistas, e não pessimistas.”

Depois da tensão política entre islamitas e seculares, para a aprovar uma constituição com cedências dos dois lados, impõe-se a retoma económica.

Conclui o correspondente da euronews, Sami Fradi:
“Quatro anos depois da revolução, as pessoas sofrem ainda com a caristia da vida. Estão desiludidas pelos políticos e perdem a paciência por faltar a realização do essencial. “