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Benjamin C. Bradlee: A morte de um ícone do jornalismo

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Benjamin C. Bradlee: A morte de um ícone do jornalismo

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Este terá sido um dos últimos momentos altos na vida de Benjamin C. Bradlee, o homem que trouxe a lume o escândalo Watergate. O momento, em novembro de 2013, em que foi condecorado, por Barack Obama, na Casa Branca, com a Medalha Presidencial da Liberdade, tinha 92 anos. O antigo diretor do “Washington Post” faleceu, de causas naturais, quase um ano depois.

“As pessoas falam aos jornalistas por um motivo. Cabe ao jornalista compreender o porquê, da melhor forma possível, e eu penso que nós compreendemos Mark Felt. Ele estava perturbado por aquilo que viu acontecer na Casa Branca, aquilo que viu estar a ser encoberto e decidiu divulgá-lo”, esclareceu, Bradlee, em 2005, o ano em que foi também divulgada a fonte do “Washington Post”, no caso que levou à demissão do Richard Nixon. Mark Felt, antigo agente do FBI foi, em primeira instância, o responsável pela queda do Chefe de Estado num escândalo de corrupção que abalou os Estados Unidos.

Foi com investigações como esta, sob a gestão desta figura lendária do jornalismo, que o “Washington Post” se tornou numa referência e conquistou 17 prémios Pulitzer.