Última hora

Última hora

Segurança energética em debate na cimeira europeia

Em leitura:

Segurança energética em debate na cimeira europeia

Tamanho do texto Aa Aa

Confrontada com a desaceleração económica, com desafios das alterações climáticas e com a dependência de combustíveis fósseis importados, a Europa tenta evoluir economicamente de forma mais sustentável e baixa em carbono.

A crise com a Rússia e a instabilidade no Médio Oriente tornam a segurança energética num assunto de topo na agenda da cimeira da União Europeia. Para o ativista Wendel Trio, da Rede de Ação sobre o Clima-Europa, o velho continente pode ganhar em várias frentes: “Estudos da própria Comissão indicam que a União Europeia seria capaz de reduzir a fatura das importações em cerca de 400 mil milhões de euros se aproveitasse integralmente o potencial da eficiência energética. Existem muitas coisas que a Europa pode fazer, promovendo a eficiência energética e promovendo energias renováveis para reduzir a nossa dependência da Rússia e do Médio Oriente na importação de combustíveis fósseis. Ao mesmo tempo seria bom para o ambiente.”

O executivo comunitário pretende atingir três objetivos até 2030. Desde logo reduzir em 40% as emissões de carbono, aumentar em 27% o uso de energias renováveis e ainda melhorar em 30% a eficiência energética.

A Alemanha e os países nórdicos são a favor de objetivos ambiciosos, mas o Reino Unido e os países do leste, em particular a Polónia, argumentam que algumas metas podem sair caro para a economia.

Receios excessivos, no entender da Comissão Global sobre Economia e Clima, que divulgou recentemente um relatório conduzido por peritos de cinco continentes.

“Em algumas das indústrias energéticas mais intensivas, como a siderúrgica ou a química, precisamos de continuar a inovar. Um pacote europeu que conduza à eficiência energética, a um aumento do investimento em infraestruturas, a maior inovação, é a plataforma que permitiria à Europa ter o papel que deveria ter nos componentes de alto valor dessas indústrias globais”, diz Jeremy Oppenheim, presidente-executivo da Comissão Global sobre Economia e Clima.

O pacote clima-energia será a ferramenta de negociação europeia na Conferência do Clima da ONU, em 2015, onde se tentará conseguir um acordo internacional para reduzir o aquecimento global do planeta abaixo dos dois graus centígrados.