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Tensão entre Budapeste e Washington emerge da recusa de vistos

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Tensão entre Budapeste e Washington emerge da recusa de vistos

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A recusa de vistos a seis altos dirigentes húngaros está a levantar questões sobre o verdadeiro motivo para a decisão das autoridades norte-americanas, para lá da justificação de que dirigentes húngaros estão envolvidos em alegados casos de corrupção.

O motivo pode ser mais amplo. Andrea Hajagos, correspondente da Euronews em Budapeste, explica. “Pode ser uma questão chave neste caso saber se a decisão foi tomada apenas com base em suspeições de práticas corruptas ou se tem a ver com o facto de os Estados Unidos terem criticado bastantes decisões recentes do governo húngaro”, afirma.

O diplomata encarregado da gestão da embaixada norte-americana em Budapeste, que nesta altura não tem embaixador permanente, deixa uma sugestão aos húngaros. “O governo da Hungria pode agir de acordo com a informação que já lhe foi apresentada por organizações não-governamentais, pela esfera privada, por delatores, pela sociedade civil, em vez de esperar que os Estados Unidos lhes digam qual caso deve ser investigado”, adianta André Goodfriend.

Analistas como Simona Kordosova, do “thinktank” norte-americano “Atlantic Council”, acreditam que existe uma crescente tendência menos democrática na região.

“O que é perturbador é que estas tendências estão a espalhar-se na região. Existe o sentimento crescente de que corrupção, recuos democráticos e um sistema judicial tendencioso estão a colocar em causa os avanços democráticos”, defende.

Recorde-se que o primeiro-ministro húngaro Victor Orban é um crítico das sanções europeias à Rússia e tem mantido um relacionamento mais próximo com Moscovo do que os parceiros europeus.