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Washington mantém o silêncio sobre sanções contra funcionários húngaros

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Washington mantém o silêncio sobre sanções contra funcionários húngaros

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A Hungria continua à espera de explicações sobre as sanções norte-americanas contra seis altos funcionários do país. O ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro reuniu-se ontem em Washington com a subsecretária de estado para os Assuntos Europeus, Victoria Nuland, para discutir o tema que inflama as relações entre os dois países, depois de Washington ter afirmado que a ação visa punir pessoas suspeitas de corrupção.

“Disse à subsecretária de Estado que estamos sempre abertos a discutir sobre temas específicos, mas nunca vamos aceitar que alguém desafie ou ponha em causa os valores democráticos do nosso país”, afirma o responsável da diplomacia húngara, Péter Szijjártó.

Um decreto presidencial recente permite aos Estados Unidos de aplicar sanções contra indivíduos que atentem contra os interesses do país, sem necessidade de apresentar as provas, exigidas agora, para já sem sucesso, por Budapeste.

Segundo o correspondente da euronews em Washington: “a administração Obama não esconde o seu descontentamento com a ação do governo húngaro e a paciência parece ter chegado ao fim. A mensagem é simples: na ausência de uma ação decisiva, Budapeste terá que acartar com as consequências”.

Pelo menos três das personalidades húngaras visadas pelas restrições de viagens aos Estados Unidos serão funcionários da direção-geral de impostos, um dos quais, seria mesmo o atual responsável do organismo.

Um antigo funcionário público que denunciou nos últimos meses vários casos de corrupção não estranha o gesto de Washington:

“O governo recebeu várias informações nos últimos anos sobre responsáveis dos impostos corruptos, não apenas de mim, mas de vários colegas. Eu também fiz uma denúncia, mas nada aconteceu”, afirma Andras Horvath.

Segundo algumas fontes, uma alegada tentativa de suborno junto de uma empresa norte-americana estaria na origem da decisão de Washington, quando alguns analistas não hesitam em falar de uma sanção contra o país europeu mais crítico da pressão ocidental sobre a Rússia na crise ucraniana.