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Tesco acumula problemas

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Tesco acumula problemas

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Acentuam-se as dificuldades da Tesco, maior retalhista no Reino Unido e terceiro a nível mundial.

O grupo avança para o terceiro ano consecutivo de prejuízos. No primeiro semestre, os lucros recuaram 91%. No segundo trimestre a dívida do grupo subiu para 7,5 mil milhões de libras e o buraco contabilístico, descoberto recentemente, é maior do que o previsto. Atinge 263 milhões de libras e não 250 milhões.

Duramente criticado pela gestão desde 2011, o presidente Richard Broadbent apresentou a demissão esta quinta-feira

Nik Stanojevic, analista financeiro, defende: “A mudança na gestão é boa para a Tesco. Era uma companhia com uma estratégia virada para o crescimento. A quota de mercado recuou. Por vezes é necessária uma mudança da direção para passar de uma política de crescimento para uma de rentabilidade”.

Tesco continua a perder clientes.

No Reino Unido, as vendas caíram 5,5% no segundo trimestre. Na divisão asiática, os lucros afundam mais de 9%.

Para lá da concorrência há uma mudança nos hábitos de consumo, como explica Natalie Berg, analista do mercado retalhista: “Não podemos negar que os clientes vão continuar a fugir dos hipermercados na periferia, vão continuar a olhar na internet. Há uma grande mudança e a Tesco precisa de uma nova configuração”.

O presidente executivo, Dave Lewis, no cargo há poucas semanas, pondera reduzir custos e vender ativos, como as divisões na Ásia ou na Europa Central e de Leste, antes de avançar para um aumento de capital.

Quanto ao buraco contabilístico, foram suspensos oito funcionários e decorre uma investigação do regulador britânico dos mercados financeiros.

Na bolsa, as ações Tesco atingiram, esta quinta-feira, o valor mais baixo em 11 anos e a companhia já perdeu, este ano, metade do valor.