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Ucrânia vota rumo ao sonho europeu

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Ucrânia vota rumo ao sonho europeu

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As eleições legislativas antecipadas deste domingo vão marcar um virar de página na Ucrânia após a perda da Crimeia para a Rússia e com os separatistas pró-Moscovo a controlarem de facto grande parte do Leste do país, onde será quase impossível realizar o escrutínio.

Os apoiantes de Moscovo devem quase desaparecer da Rada Suprema. O sufrágio deverá dar o domino do Parlamento às forças pró-ocidentais e aos nacionalistas.

Para o primeiro-ministro ucraniano “é absolutamente claro que ainda existem e continuarão a existir provocações por parte da Rússia. Não tiveram sucesso nas presidenciais, mas não desistiram dos planos” para “destabilizar a situação”, afirmou Arseni Iatseniuk.

Kiev mobilizou mais de 60 mil polícias e militares para garantir a segurança nas assembleias de voto.

Moscovo sabe que vai perder influência no Parlamento ucraniano. Mas, desde que Petro Poroshenko foi eleito Presidente, o Kremlin encontrou um interlocutor que respeita e o discurso oficial baixou de tom em relação ao poder em Kiev, como é visível nas palavras do porta-voz da diplomacia russa:

“Esperamos que as eleições decorram no respeito por todos os princípios e regras democráticas e que a Ucrânia veja o inicio de um processo gradual de estabilização política. Também esperamos que o novo Parlamento da Ucrânia crie as condições necessárias para a renovação da nossa cooperação ao nível das estruturas parlamentares”, afirmou Alexander Lukashevich.

Alguns dos 450 lugares do Parlamento ucraniano vão ficar vazios. É o caso dos 12 destinados a deputados da Crimeia e daqueles, no leste, onde não seja possível realizar um escrutínio que deve dar a vitória ao bloco do Presidente Poroshenko.