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Dilma dilata vantagem sobre Aécio

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Dilma dilata vantagem sobre Aécio

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Dilma Rousseff está mais perto de ficar no palácio do Planalto. Pela primeira vez, a atual presidente do Brasil tem uma vantagem sobre o adversário, Aécio Neves, superior à margem de erro. Uma vantagem de oito pontos, segundo a sondagem do Ibope e de seis pontos segundo a Datafolha.

A entrada em cena do ex-presidente Lula, com ataques a Aécio e uma estratégia mais agressiva por parte de Dilma nos últimos debates são apontadas como razões para esta subida nas intenções de voto.

Isto apesar de todas as acusações de que Dilma e o PT foram alvo ao longo do mandato.

Para Adaílton Carvalho, professor de música numa favela, não é isso que vai enfraquecer a presidente: “Não mudamos uma equipa que ganha. Tudo o que Dilma tem de fazer é mexer os cordelinhos para eliminar os elementos que só estão na política para se enriquecer”, diz.

Se as a zonas pobres parecem apoiar, maioritariamente, Dilma Rousseff, é nas partes mais ricas do Rio de Janeiro, como Ipanema, que é mais fácil encontrar apoiantes de Aécio Neves: “Aqui vemos toda a gente contra a Dilma, há uma grande vontade de mudança. Mas não sei se isso reflete o sentimento do país, já que esta é uma zona de elite”, diz Beatriz Todeschini Pires, proprietária de uma clínica.

Mas as coisas não são assim tão simples e este está longe de ser um debate entre ricos e pobres. Esta noite, os dois candidatos enfrentam-se num último debate televisivo, na Rede Globo, fulcral para convencer os 3% de indecisos que permanecem.