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Prevenção contra o terrorismo em período eleitoral na Tunísia


Tunísia

Prevenção contra o terrorismo em período eleitoral na Tunísia

As autoridades da Tunísia estão a preparar-se para possíveis ataques terroristas durante as eleições legislatives de 26 de outubro e as eleições presidenciais de 3 de novembro.
As forças militares estão em missão no oeste do país, perto da Argélia, onde perseguem os extremistas.
A leste, a vizinha Líbia também pode estar a abrigar outros autores das ameaças.

O porta-voz do ministério do Interior, Mohamed Ali EL-Aroui, explica o que se passa:
“Deparámo-nos com problemas na fronteira com o nosso país irmão, Argélia, nomeadamente nas montanhas de Chaambi. Detivémos vários terroristas nos últimos dias, as nossas intervenções foram eficazes e também elminámos alguns elementos.”
Em Ben Guerdane, no sudeste, foram apreendidas armas, dinheiro, chaves USB, bebidas alcoólicas e drogas que, alegadamente, servem para financiar os grupos de terrorismo e jihadistas ligados a partidos islâmicos. A cooperação dos traficantes e dos combatentes islâmicos têm aumentado, segundo os analistas políticos, que referem como causa, a polarização do país.
Para reforçar a segurança, o governo ordenou o encerramento, durante três dias, da fronteira com a Líbia, onde é detetado mais contrabando.

O porta-voz do governo, Nidhal Ourfelli, descreveu as medidas tomadas:
“Revistámos todos os postos de controlo, mesmo o de Ras Jedir, onde nos esforçámos muito para reabilitar a infraestrutura, coordenámos os nossos esforços com o exército nacional, a polícia e os agentes aduaneiros.”

O secretário-geral do partido Nida, acusa de apoiar os extremistas, sem citar explicitamente, os principais rivais nestas legislativas, os islamitas do Ennadha.
Taieb Baccouhe:
“Os homens do poder ou que tiveram ligações ao poder vigente, recrutaram jovens tunisinos, explorando a sua pobreza, a marginalização e o desemprego. Deram-lhes dinheiro e apresentaram-lhes a jihad como a solução para todos os problemas.”

O Partido Ennahda nega apoiar qualquer grupo armado, mas admite ter tido algumas fraquezas durante a passagem pelo poder. Em qualquer caso, não o vice-presidente.
Abdelfattah Mourou:
“A Alta Autoridade para a Informa4ão Audiovisual informou-nos, por escrito, que era proibido falar aos Media estrangeiros….trate de não me colocar numa situação embaraçante, senão vou sofrer sanções e dirão que não respeitei a lei”.

Se as eleições tunisinas decorrerem de forma livre e transparente, a Tunísia vai melhorar a situação socio-económica. Mas o país também tem de encontrar um certa estabilidade e unidade política que permita às futuras instituições iniciar as reformas necessárias.

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