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Eleições legislativas na Tunísia

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Eleições legislativas na Tunísia

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Os tunisinos elegem no domingo o primeiro Parlamento desde a revolução de 2011, na expectativa de consolidar uma democracia que, embora frágil, é uma exceção nos países da “primavera árabe”.

Ao fim de três semanas de uma campanha que não pareceu despertar grande interesse, 5,2 milhões de eleitores são chamados às urnas para eleger 217 deputados.

“Se Deus quiser todos os tunisinos irão votar. É uma oportunidade para mostrarem se são tunisinos de verdade, ou não. Votar é como qualquer outra das principais necessidades da vida”, disse um habitante de Tunis.

“Para ser franca, não existe motivação. Se perguntar a alguém da minha família, dirão que não vão votar. Contudo, precisamos de pensar no futuro da Tunísia e dos nossos filhos. Se ninguém for votar, não há necessidade de realizar eleições e então deviam ser canceladas”, afirmou outra habitante da capital da Tunísia.

A transição democrática na Tunísia, mesmo tendo em conta a instabilidade e a crise económica, contrasta com os combates entre fações rivais na Líbia e no Iémen, a recuperação do poder pelo exército no Egito e a guerra civil na Síria, os países da chamada “primavera árabe” de 2011.

No entanto, para muitos analistas, é cedo para declarar a Tunísia um modelo.
Seis pessoas, entre as quais cinco mulheres, foram mortas sexta-feira no assalto de forças da ordem a uma casa nos subúrbios de Tunis onde se tinham refugiado homens armados.