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Legislativas na Tunísia para tentar salvar o berço da Primavera Árabe

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Legislativas na Tunísia para tentar salvar o berço da Primavera Árabe

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Dia de reflexão na Tunísia, na véspera das eleições legislativas deste domingo. Um sufrágio que se realiza num clima de desilusão quase total da população com os avanços democráticos realizados no país onde desabrochou a Primavera Árabe.

Mais de três anos após o derrube da ditadura de Ben Ali, a “Revolução Jasmim” procura não murchar. Mas, para isso, muito terá de mudar no país do norte de África, como explica um perito em administração pública da Universidade de Tunis, Chawki Gaddes:

As pessoas “estão fartas de ver, ao longo destes três anos, os responsáveis a mentir, a não cumprir com a sua palavra, a não fazer ou sequer tentar fazer o que prometeram e, especialmente, com a desesperada situação económica. As histórias à volta das remunerações que recebem e das relações entre o dinheiro e a política, tudo isto, conduziu os tunisinos a uma perceção errada do que é a democracia”.

A segurança foi fortemente reforçada, tendo em vista o sufrágio, por causa da ameaça de ataques terroristas. Este ano, as autoridades já prenderam cerca de 1500 alegados extremistas islâmicos e o último dia de campanha ficou marcado pela morte de seis pessoas num raide da polícia a uma casa, próximo de Tunes, onde estava sitiado um grupo armado.

Os islamitas do Ennahda e os laicos do Nidá-Tunis, os dois partidos com mais intenções de voto.