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Ucrânia: Leste vota a meio gás

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Ucrânia: Leste vota a meio gás

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Na região leste da Ucrânia, a mais problemática do país, as eleições não vão realizar-se em 9 dos 21, círculos eleitorais de Donetsk e em 6 dos 11 de Luhansk.

Em Mariupol, o batalhão Azov, que desempenhou um papel importante para retomar o controlo da cidade, fez questão de votar:

“Dividimos o grupo em dois. Uma parte do grupo está nos postos de controlo, a outra veio aqui e votou, depois fazemos a troca para virem eles votar”, explica um voluntário do grupo.

Mariupol é uma cidade portuária, estratégica, na região de Donetsk, cujo controlo foi recuperado pelas forças ucranianas. Neste momento, aqui, as opiniões dividem-se. Há quem queira a paz e continuar a pertencer à Ucrânia:

“Eu quero paz. Eu quero a minha cidade na Ucrânia. Lembro-me da Transnístria, viviam no limiar da pobreza. E o que está a acontecer em Donetsk e Luhansk? Estão isolados. As pessoas não têm salários”, afirma uma moradora desta cidade.

Em Mariupol, há também aqueles que já não acreditam em nada, principalmente quando, apesar do cessar-fogo assinado, a guerra não está longe:

“Não vou votar, não acredito em nenhum político”, adianta outro habitante.

E, no meio de tudo isto, há ainda aqueles que estão agarrados ao passado recente:

“Eu não apoio as autoridades atuais. Eles começaram esta guerra e dizem que precisamos de continuar com ela. Eu gostava das autoridades anteriores, tínhamos os nossos salários, podíamos viver. Nós não apoiamos a guerra. É por isso que é necessário votar no partido que é contra a guerra, nas pessoas que estavam no poder no tempo de Yanukovich”, diz mais um residente.

Em Mariupol todas as entradas estão protegidas por postos de controlo do exército ucraniano:

“Mariupol é uma cidade que faz parte da linha da frente mas continua a ser relativamente segura. As leis ucranianas são aplicadas aqui. Apesar dos cortes no emprego, as pessoas trabalham. Mas só os resultados da votação mostrarão se os habitantes estão prontos para aceitar o governo pós-revolucionário ucraniano”, adianta a correspondente da euronews a Mariupol, Maria Korenyuk.