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Brasil: Dilma vence Aécio e é reeleita Presidente

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Brasil: Dilma vence Aécio e é reeleita Presidente

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Dilma Rousseff foi reeleita este domingo como Presidente do Brasil. A candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) conseguiu 51,6 por cento dos votos contra 48,3 de Aécio Neves, o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), com que travou um acérrimo duelo numa campanha repleta de ataques pessoais de parte a parte.


No final, a festa é do PT, com Dilma, acompanhada pelo ex-presidente e camarada Lula da Silva, a abrir as portas ao diálogo com a oposição sobre o futuro do Brasil e a aplicação das reformas políticas idealizadas para a maior economia da América do Sul. “Terei um compromisso rigoroso no combate à corrupção, propondo mudanças na legislação para acabar com a impunidade”, prometeu.

A Presidente reeleita expressou o desejo de governar de forma “pacífica e democrática” e disse não acreditar que a acesa disputa eleitoral tenha “dividido” o país: “Conclamo sem exceção a todas as brasileiras e brasileiros para nos unirmos em favor do futuro de nossa pátria. Não acredito que estas eleições tenham divido o país ao meio. Creio que elas mobilizaram ideias e emoções às vezes contraditórias, mas movidas por um sentimento comum: a busca por um futuro melhor.”


Aécio Neves, por seu lado, assumiu a derrota e revelou ter felicitado a até ali adversária. “Pelo telefone, desejei sucesso a Dilma no governo e disse-lhe que precisa de unir o Brasil em torno de um projeto honrado e que dignifique todos os brasileiros”, afirmou, num discurso proferido no salão de um hotel de Belo Horizonte, onde agradeceu os mais de 50 milhões de votos que recebeu. “Combati o bom combate, cumpri a minha missão e guardei a fé”, concluiu.


Num país onde votar é obrigatório e o boicote deste dever custa uma multa de 3,50 reais (1,12 euros), esta segunda volta das presidenciais teve ainda assim uma abstenção superior à primeira “ronda”. Depois dos 19 por cento dos mais de 142 milhões de eleitores inscritos que faltaram às urnas há três semanas, desta vez foram 21,09 por cento – cerca de 30 milhões de brasileiros – a boicotar a eleição decisiva que reconduziu Dilma Rousseff para um novo mandato de quatro anos (2014-2018) à frente dos destinos do Brasil. Pior, só mesmo em 2010, na eleição que destacou a “trabalhadora” como a primeira mulher a chegar à presidência do Brasil e à qual faltaram 22 por cento dos eleitores inscritos.

Os votos brancos e nulos, por fim, somaram 7.136.397 milhões, o que significa 6,3 por cento, um número abaixo dos 10 por cento da primeira volta. Os resultados apurados com 99,98 por cento das urnas apuradas indicavam 54.493.372 votos (51,64 por cento) para Dilma Rousseff e 51.034.114 (48,36 por cento) para Aécio Neves.


Nas preferências para os Governos estaduais, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) destacou-se com a eleição de 7 governadores, incluindo a reeleição de Luiz Fernando Pezão, no Rio de Janeiro. O PSDB caiu e surge agora em segundo, passando de oito para cinco governadores, incluindo Geraldo Alckmin, em São Paulo. O PT elegeu os mesmos cinco de há quatro anos. O Partido Socialista Brasileiro (PSB) também desceu face ao último sufrágio, passando de seis estados para três. O Partido Democrático Trabalhista (PDT), de onde saiu Dilma há 14 anos, passou de “zero” estados para dois, incluindo Mato Grosso (Pedro Taques). O Partido Social Democrático (PSD) também conseguiu eleger dois governadores.