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"Energias do Futuro" em debate no Cazaquistão

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"Energias do Futuro" em debate no Cazaquistão

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Em 2017, o Cazaquistão acolhe a exposição internacional dedicada às “Energias do Futuro”. Na preparação do evento, Astana organizou um encontro sobre a redução das emissões de CO2, o primeiro de três fóruns anuais sobre o tema da Expo 2017.

A redução das emissões de dióxido de carbono ainda não é objeto de um consenso internacional e as necessidades não param de crescer, como explica Alex Ignatiev, do Instituto de Pesquisa de Energias Alternativas da Universidade de Houston:

“Vamos precisar de aumentar a energia disponível para que, de facto, as economias e as sociedades cresçam. É esse o desafio atual. Temos de entender que, como já foi dito, até 2050 será necessário duplicar a energia elétrica disponível em relação à que temos hoje”.

A Europa tem demonstrado vontade política para reduzir as emissões de CO2, mas o “velho continente” ainda não convenceu as grandes potências poluidoras a seguir o mesmo caminho, como explica um perito, Chris Hansen, do IHS Energy Insight:

“Temos um desafio, porque é fácil apontar o dedo. Os Estados Unidos dizem que, se a China não avança, não vale a pena fazer um esforço sério. A China pode dizer que os Estados Unidos são a causa do problema e que por isso não é tão agressiva na luta. A minha esperança é que possam surgir políticas melhores, agora que a Europa e os Estados Unidos demonstram um compromisso mais sério no combate às emissões de CO2”.

A Expo 2017 será uma demonstração prática do que podemos esperar no futuro em termos de energia e eficiência, como explicam dois responsáveis pela mostra.

“O nosso tema são as energias do futuro. Mas, não vamos apenas apresentar apenas as tecnologias que vão determinar as energias renováveis e a eficiência energética, vamos implementá-las nos edifícios. Vamos integrar painéis fotovoltaicos, turbinas de vento, pilares geotérmicos… Basicamente, as construções vão cumprir com os critérios para edifícios energeticamente eficientes”, explica Aidar Marat, gestor sénior da Expo 2017.

“O tema da nossa exposição atrai muitos países, porque as nações do mundo estão muito preocupadas com a questão da energia”, conclui o comissário da Expo 2017, Rapil Zhoshybayev.