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Mais de 40 nações debatem o drama dos refugiados sírios

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Mais de 40 nações debatem o drama dos refugiados sírios

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As nações vizinhas da Síria apelaram aos países europeus para abrirem a porta a mais refugiados da guerra civil e maior apoio tecnológico e financeiro face ao limite atingido nas condições de acolhimento.

Certos países dão conta de alguma tensão entre as populações locais, os refugiados e as autoridades.

Reunidos em Berlim na Conferência internacional para os refugiados, ministros dos Negócios Estrangeiros e representantes de mais de 40 nações debateram soluções para os refugiados da guerra civil que já dura há três anos e meio.

“Estamos a aproximar-nos, como já referi, da chamada fadiga do país anfitrião, na qual o limite da nossa capacidade para responder às necessidades dos refugiados sírios é testada e já está no limite”, garante o chefe da diplomacia da Jordânia, Nasser Judeh.

Estima-se que mais de três milhões de pessoas fugiram da Síria para países vizinhos, um fardo financeiro, económico e também social para as nações anfitriãs.

“Apesar da existência de acampamentos provisórios, 85 % dos refugiados sírios vivem em aldeias e vilas em construções normais. Muitos iniciaram negócios, padarias, mercados, lojas de todo os género começaram a florescer sem licenciamento, e por vezes a competir de forma injusta, diz o primeiro-ministro libanês, Tammam Salam.

Mas o fluxo de refugiados pode não ficar por aqui face à atividade do grupo Estado Islâmico.

Para lá dos refugiados há também a tragédia das mais de 200 mil vítimas mortais do conflito.