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Pressão de Bruxelas levou França e Itália a mais cortes orçamentais

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Pressão de Bruxelas levou França e Itália a mais cortes orçamentais

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Praticamente na véspera de receberem o veredicto da Comissão Europeia, Itália e França tentam evitar um confronto por causa dos orçamentos para 2015 e anunciaram novos cortes para tentarem cumprir a regra do défice orçamental abaixo dos 3% do PIB.

O governo de Paris vai cortar mais 3600 milhões de euros, mas não deverá chegar para equilibrar as contas e poderá enfrentar um procedimento por infração.

O analista do Centro de Política Europeia, Fabian Zuleeg, realça que “as regras não foram ditadas pela Comissão Europeia, mas pelos próprios Estados-membros que chegaram a acordo em conjunto. Foi um acordo para reforçar o sistema e cabe-lhes cumprir as regras. A França tem mais margem de manobra, embora isso dependa da vontade política de se comprometer com mais reformas”.

O governo de Roma também prometeu cortes no valor de 4500 milhões de euros e deverá conseguir ficar com um défice orçamental perto dos 3% do PIB. Mas a recessão em que o país se tem vindo a arrastar poderá exigir mais medidas de consolidação.

Apesar de compreender os pedidos de alguma flexibilidade, o analista Fabian Zuleeg considera que “o pior que poderia acontecer é chegar ao ponto em que os países ignoram as regras que foram adotadas. É algo que não nos podemos permitir”.

O comissário europeu dos Assuntos Económicos e Orçamentais, Jyrki Katainen, vai divulgar, quarta-feira, a avaliação final aos orçamentos dos 28 países.