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Egito: Um deserto minado

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Egito: Um deserto minado

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Para muitos egípcios, a Segunda Guerra Mundial é algo mais do que apenas uma data histórica. O deserto minado de El Alamein é uma das muitas consequências da sangrenta batalha que teve lugar em 1942.

Esta semana, foi lançada a segunda fase do plano conjunto da ONU e da União Europeia, para a desminagem de El Alamein. Foram investidos 4,7 milhões de euros neste projeto, com a duração de, pelo menos, três anos.

Para James Moran, Diretor da delegação da UE no Egito:“Trata-se de assumir a responsabilidade, não apenas para o desenvolvimento do Egito, mas também uma responsabilidade histórica relativa à segunda guerra mundial, com tudo o que pudermos fazer para ajudar na completa recuperação do país.”

Mas o desenvolvimento do país passa por remover o grande número de minas e de materiais perigosos espalhados na região, depois do fim da guerra e da retirada das tropas. Desde 2007, que o exército egípcio, com ajuda internacional, trabalha para limpar os cerca de 2680 kms quadrados considerados perigosos, mas todos os especialistas concordam que ainda não se avançou o suficiente.

John Casson. Embaixador britânico no Cairo: “O governo britânico leva este problema das minas muito a sério, as minas aqui em El Alamein e em Matrouh são um dos legados mais mortais da segunda guerra mundial e continuam a matar, ainda hoje. Eu estou otimista e espero que com essa parceria, consigamos começar a resolver o problema.”

As minas impedem a exploração dos recursos hídricos e do gás natural. O turismo e a indústria também são outros setores que saem prejudicados. Os esforços do projeto também se concentram na educação das crianças através de campanhas de sensibilização nas escolas e na assistência às vítimas, providenciado próteses a pessoas amputadas.

Mohammed Shaikhibrahim, euronews: “Apesar do fim da Segunda Guerra Mundial, as minas e os exércitos ainda continuam por aqui, tirando mais vidas e são um obstáculo para o desenvolvimento destas terras.”