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Rumo a Kobani, passagem dos "Peshmerga" pela Turquia é motivo de festa

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Rumo a Kobani, passagem dos "Peshmerga" pela Turquia é motivo de festa

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Começaram, finalmente, a chegar à Turquia os “peshmerga” (combatentes curdos) provenientes do Curdistão Iraquiano e que têm como destino a cidade de Kobani, no norte da Síria, onde vão ajudar os compatriotas curdos a resistir à ofensiva dos fundamentalistas do grupo Estado Islâmico. Esta passagem dos curdos iraquianos pela parte curda da Turquia tem sido motivo para uma festa de cariz étnico.

Após alguma resistência em ajudar as forças curdas aliadas no combate ao ISIL (sigla inglesa pela qual também são conhecidos os extremistas islâmicos) derivado do atrito histórico entre o governo de Ancara e alguns grupos independentistas curdos, a Turquia autorizou na semana passada e reconfirmou segunda-feira o aval à passagem pelo território dos “peshmerga” iraquianos rumo ao norte da Síria. Algo sobre o qual os Estados Unidos vinham pressionando Ancara a, no mínimo, autorizar.

“É um gesto bonito”, referiu um curdo turco presente na chegada à fronteira dos primeiros “peshmerga”, prosseguindo: “Ninguém fez o que Massoud Barzani [presidente do Curdistão iraquiano] está a fazer. Ele estendeu a mão aos nossos irmãos, presos em Kobani, e nós estamos todos com ele.”

De Erbil, no leste do Curdistão iraquiano, foi vista a sair, entretanto, uma coluna militar com cerca de 40 camiões transportando armas, artilharia e mais uma centena de “peshmergas”. O contingente deverá juntar-se em breve – após escala na cidade turca de Silopi junto à fronteira iraquiana – aos cerca de 150 que chegaram de avião a Sanliurfa, no sul da Turquia, e estão em curso para fronteira com o norte da Síria, em rota para Kobani.

Há também relatos – não confirmados ainda – da entrada na Turquia de cerca de 1300 homens do apelidado Exército Livre da Síria, que tem vindo a combater o regime de Bashar al-Assad e que estará igualmente a caminho para reforçar a resistência de Kobani contra a ofensiva dos radicais islâmicos

Dentro de dias, milhares de combatentes já deverão estar ao lado dos curdos sírios que há cerca de quarenta dias – desde 16 de setembro – defendem Kobani da ofensiva do Estado Islâmico, a qual, de acordo com Observatório dos Direitos Humanos, já terá feito mais de 800 mortos.