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Ativista da extrema-direita israelita ferido a tiro com a gravidade em Jerusalém

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Ativista da extrema-direita israelita ferido a tiro com a gravidade em Jerusalém

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Yehuda Glick, um ativista afeto à extrema-deireira israelita, foi baleado e ficou ferido com gravidade, esta quarta-feira à noite, em Jerusalém. A vítima foi atingida por vários disparos à saída de uma conferência onde tinha estado a promover o direito dos judeus a rezar no Monte do Templo, um local sagrado também conhecido como Esplanada das Mesquitas e situado na chamada zona antiga daquela cidade.

De acordo com a polícia, Glick foi atingido por um atirador não identificado que se pôs em fuga numa moto. O ataque aconteceu por volta das 22h30 (menos duas horas em Lisboa), junto do Centro Menachem Begin Heritage, não muito longe da cidade antiga.

Com o ativista estava o deputado Moshe Feiglin, do partido Likud, o mesmo de Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel. “O que aconteceu esta noite foi uma tentativa de assassinato. Todos sabemos que foi um atentado contra o membro da nossa organizaçao, Yehuda Glick, cujo desejo é conduzir o povo de Israel ao Monte do Templo. Ele só quer levar-nos de volta ao Monte do Templo”, afirmou Feiglin.

O deputado lançou a suspeita de que o atirador era árabe. “Em hebreu, com acentuada pronúncia árabe, ele perguntou-lhe se se chamava Yehuda Glick. Perante a confirmação, disparou várias vezes e pôs-se em fuga”, contou Feiglin aos jornalistas.

Este ataque a Yehuda Glick acontece dias depois do primeiro-ministro israelita anunciar a construção de mais 1000 colonatos em Jerusalém Oriental, zona que é reclamada pela Autoridade Palestiniana como eventual capital de um futuro Estado da Palestina. Numa altura em que está sobre a mesa o processo de paz para a região, este anúncio de Benjamin Netanyahu não caiu nada bem nas Nações Unidas (ONU), cujo Conselho de Segurança se reuniu esta quarta-feira.

“Se prosseguirem, estes planos podem uma vez mais colocar em causa a real vontade de Israel em acordar uma paz duradoura com os palestinianos. Os novos colonatos são uma ameaça à viabilidade do futuro Estado da Palestina”, afirmou o subsecretário-geral para os Assuntos Políticos da ONU, Jeffrey Feltman.