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Ébola: é preciso manter mobilização apesar de redução de novos casos na Libéria

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Ébola: é preciso manter mobilização apesar de redução de novos casos na Libéria

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Autoridades sanitárias e ONGs deixam o aviso: não é altura de baixar os braços, apesar da redução do número de novos casos de ébola na Libéria.

O Programa Alimentar Mundial distribuiu ajudas em várias zonas do país debaixo de quarentena, para tentar evitar as deslocações da população.

O Banco Mundial prometeu mais 79 milhões de euros para acelerar a mobilização dos milhares de profissionais de saúde necessários para combater o vírus nos países mais afetados da África Ocidental.

Na capital liberiana, Monróvia, foi aberta uma nova clínica para pacientes com ébola dirigida pela médica alemã Margret Gieraths-Nimene, premiada no passado pelo trabalho com vítimas da guerra civil. “Educar [a população] acerca das práticas de higiene durante a crise do ébola” é uma das funções do estabelecimento, segundo a médica.

Na capital da Serra Leoa, soldados britânicos treinam trabalhadores locais acerca do equipamento de proteção e do protocolo a seguir no tratamento de doentes.

O Reino Unido enviou também para o país o navio RFA Argus, que chegou a Freetown com um hospital ambulante e 350 tripulantes, oitenta dos quais médicos e enfermeiras.

A epidemia já fez perto de cinco mil mortos na Serra Leoa, na Libéria e na Guiné-Conacri, segundo a Organização Mundial de Saúde. A ONG Médicos Sem Fronteiras disse que a redução na Libéria pode ser uma ilusão de curta duração.