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Egito expulsa residentes junto a Gaza para criar zona de exclusão

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Egito expulsa residentes junto a Gaza para criar zona de exclusão

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O Egito começou na quarta-feira a demolir as casas situadas a menos de 500 metros da fronteira com Gaza, no nordeste da península do Sinai. O objetivo é criar uma zona de exclusão ao longo de 10 quilómetros, destruir os túneis ilegais para cruzar a fronteira e, com isso, tentar evitar o tráfico de armas e a circulação de eventuais terroristas.

Ao todo, cerca de 800 casas deverão ser demolidas, em especial na localidade de Rafah, e centenas de pessoas desalojadas. Jamal Salah reside em Rafah e diz ouvir “ explosões todos os dias perto da fronteira”. “Eles estão a expulsar os residentes que vivem desse lado. Estão a tentar criar uma zona deserta”, afirma.

A medida foi tomada depois de um atentado ocorrido sexta-feira nesta região e ter provocado a morte de mais de 30 soldados. O governo egípcio decretou o estado de emergência e o Presidente Abdelfatah al Sisi ordenou que os desalojados fossem compensados financeiramente “tão rápido quanto possível” e que lhes fossem garantidos todos os direitos cívicos e sociais.

Nas redes sociais da internet, entretanto, começaram a ser partilhadas diversas mensagens a criticar a medida do governo. “Expulsar não é a solução” tornou-se, inclusive, numa das frases chave mais utilizada pelo Twitter.

Desde há muito tempo que a península do Sinai uma zona de instabilidade no Egito. Em especial, junto a Gaza. São habituais os ataques contra as autoridades egípcias na região. Esses ataques intensificaram-se desde que no Egito foi derrubado, a 3 de julho do ano passado, o governo islâmico do presidente Mohamed Mursi.