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Burkina Faso: Presidente rende-se e aceita dissolução do Governo

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Burkina Faso: Presidente rende-se e aceita dissolução do Governo

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Blaise Compaoré já não é, afinal, um dos chefes de Estado há mais tempo à frente de um país africano. Era. O Presidente do Burkina Faso ainda emitiu uma mensagem pela televisão, na noite desta quinta-feira, a garantir que se mantinha em funções, depois do anuncio das Forças Armadas da dissoulção do Governo. Mas depois, pelas redes sociais, acabou por render-se e confirmar o fim forçado da sua liderança no país.


Com os protestos a prosseguirem violentos nas ruas, Blaise Compaoré começou por anunciar ao início da tarde o recuo na pretensão de alterar a Constituição de forma a poder recandidatar-se em 2015. Horas depois acontecia um golpe liderado pelo chefe do Estado Maior das Forças Armadas. “A Assembleia Nacional está dissolvida e o governo também foi dissolvido. Um órgão transitório vai ser nomeado, em concertação com todas as forças vivas da Nação, para preparar as condições para um regresso à ordem constitucional no prazo máximo de 12 meses”, anunciou o general Honoré Traoré.

O Presidente não perdeu tempo e através da televisão, anunciou ao país que Governo não tinha caído e que ele se mantinha em funções, garantindo simplesmente ter entendido a mensagem de mudança que lhe tinha chegado das ruas através da já chamada “Primavera Negra”. Algo que viria depois a alterar através das redes sociais, enaltecendo até “a atitude republicana dos dirigentes” da oposição.

Com a luta pelo poder imediato a crescer, nas ruas, os protestos prosseguiram violentos. Pelo menos três pessoas foram mortas a tiro, na sequência de confrontos com as forças de segurança quando alguns manifestantes tentaram invadir as residências de membros do partido no poder, o Congresso para a Democracia e Progresso (CDP), de Compaoré.

Alguns manifestantes atacaram, saquearam e pegaram fogo ao Parlamento nacional, enquanto outros invadiram e destruíram a estação de televisão do Estado, obrigando-a a interromper a emissão.

Para além da capital Ouagadougo, os protestos a exigir a queda do Presidente também se fizeram sentir na segunda maior cidade do Burkina Faso, Bobo Dioulasso, e ainda noutras localidades deste país conhecido como extrator de ouro e produtor de algodão.

E ao fim da noite, Compaoré caiu mesmo!